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Terceirização no campo acende alerta de entidades sindicais

Com quase três meses de moagem da cana em Alagoas, a safra segue a pleno vapor e com ela a oferta de emprego no campo. Contudo, um fator vem despertando a atenção das entidades sindicais rurais, o aumento de empresas terceirizadas que contratam trabalhadores por tempo limitado.
“Este é um fator que nos preocupe e chama muita atenção da federação e dos sindicatos. Afinal, nem todo mundo acaba sendo fichado neste processo, havendo muitos clandestinos. Fizemos denúncias neste sentido e esperamos que os órgãos competentes fiscalizem essa situação”, afirmou o presidente da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Assalariados e Assalariadas Rurais do Estado de Alagoas (Fetar-AL), Antônio Torres.
“Outro fator gerado pela terceirização é que as usinas não estão com o mesmo número de trabalhadores a safra passada. Afinal, quando se terceiriza se deixa de contratar para a própria empresa. Com isso, estes números não aparecem nos dados das empresas. Tem caso de terceirizadas com mil trabalhadores. Para a usina acaba sendo mais vantajoso já que ela não é responsável pelo trabalhador o contrato dela é com a empresa”, afirmou Torres.
Segundo ele, mesmo diante deste cenário de terceirização no campo, há casos de usinas que estão em busca de trabalhadores para ampliar o quadro funcional. “Tivemos casos de usinas que procuraram os sindicatos em busca de trabalhadores”, ressaltou.
De acordo com Torres, a terceirização levanta também, uma dúvida juntos as entidades do movimento sindical, quanto ao cumprimento dos direitos dos trabalhadores. “A nossa preocupação maior é neste sentido. Mas, vamos aguardar e esperar o trabalho dos órgãos fiscalizadores”, finalizou.

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