
Apesar da safra 19/20 esta praticamente iniciada, somente na segunda quinzena de julho o Governador do Estado liberou os recursos para mais uma edição do Amigo Trabalhador. O programa concede uma bolsa qualificação, no valor de R$530 e divididos em quatro parcelas, aos trabalhadores rurais do corte de cana que não tiveram qualquer outra fonte de renda durante o período da entressafra.
De acordo com o presidente da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Assalariados e Assalariadas Rurais do Estados de Alagoas (Fetar-AL), Antônio Torres, dos dois mil cadastros previstos no programa, apenas mil formulários foram liberados para que a entidade fizesse a seleção dos beneficiados junto aos sindicatos rurais.
“A liberação do programa demorou muito a sair e praticamente a entressafra já acabou, Na reunião do Fecoep, ocorrida no dia 17 de julho, é que os recursos foram disponibilizados. Mas só liberaram para nós apenas mil formulários. Temos todos os sindicatos da área canavieira do Estado. Todos os municípios queriam participar este ano, Muitos sindicatos preferiram não preencher mais os formulários para evitar problemas com os trabalhadores já que a quantidade foi reduzida pela metade”, declarou o dirigente sindical, lembrando que a outra metade dos cadastros ficou com a Secretaria de Estado do Trabalho, que administra o programa.
Segundo Torres, até então, a luta da Fetar-AL, era para que o valor da bolsa qualificação fosse reajustado. “Afinal, são os mesmos R$520 desde que o programa foi criado, são R$130 por mês em quaro meses. Mas, agora, diate do que ocorreu com os formulários, queremos que seja ampliado também o número de beneficiados no Amigo Trabalhador”, destacou.
Atualmente, a Fetar-AL, conta com 29 sindicatos de trabalhadores assalariados rurais filiados, além de outros que são denominados de ecléticos por terem em sua formação, além de agricultores familiares, os assalariados rurais. “Com essa redução de formulários, deixa de ser beneficiado quem mais precisa e que estava sem emprego na entressafra. São aquelas pessoas que estavam comprando fiado e passando por necessidades”, alertou.
Segundo Torres, a Secretaria do Trabalho afirmou que, diante do atraso na liberação do programa, os recursos deverão ser pagos em agosto e setembro, de forma retroativa. “Mesmo que o trabalhador já esteja trabalhando de novo, ele vai receber. Afinal, a culpa não é dele pelo atraso. A bolsa era pra ter começado a sair em maio passado. Quanto ao cadastro, a nossa parte está sendo feita. Esta semana devemos concluir estes mil formulários que nos foram repassados. Agora, estamos pleiteando uma audiência com o governador para que no próximo ano possamos ter aumentado o valor da bolsa que está defasado, além da quantidade de beneficiados”, finalizou.












